quarta-feira, 30 de junho de 2010

Vaquejada

A Vaquejada é uma atividade recreativa-competitiva, com características de esporte, brasileira da região Nordeste, no qual dois vaqueiros a cavalo têm de perseguir o animal (boi) até emparelhá-lo entre os cavalos e conduzi-lo ao objetivo (duas últimas faixas de cal do parque de vaquejada), onde o animal deve ser derrubado.



História

Na época dos coronéis, quando não havia cercas no sertão nordestino, os animais eram marcados e soltos na mata. Depois de alguns meses, os coronéis reuniam os peões (vaqueiros) para juntar o gado marcado. Eram as pegas de gado, que originalmente aconteciam no Rio Grande do Norte. Montados em seus cavalos, vestidos com gibões de couro, estes bravos vaqueiros se embrenhavam na mata cerrada em busca dos bois, fazendo malabarismos para escaparem dos arranhões de espinhos e pontas de galhos secos. Alguns animais se reproduziam no mato. Os filhotes eram selvagens por nunca terem mantido contato com seres humanos, e eram esses animais os mais difíceis de serem capturados. Mesmo assim, os bravos vaqueiros perseguiam, laçavam e traziam os bois aos pés do coronel. Nessa luta, alguns desses homens se destacavam por sua valentia e habilidade, e foi daí que surgiu a idéia da realização de disputas.[1]
O Rio Grande do Norte é apontado como o estado que deu o primeiro passo para a prática da vaquejada.
O historiador Câmara Cascudo dizia que por volta de 1810 ainda não existia a vaquejada, mas já se tinha conhecimento de uma atividade parecida. Era a derrubada de vara de ferrão, praticada em Portugal e na Espanha, onde o peão utilizava uma vara para pegar o boi. Mas derrubar o boi pelo rabo, a vaquejada tradicional, é puramente nordestina. Na região Seridó do Rio Grande do Norte, onde tudo começou, era impossível o uso da vara, pois o campo era muito acidentado e a mata muito fechada, e por essa razão tudo indica que foi o vaqueiro seridoense o primeiro a derrubar boi pelo rabo.
Somente em 1874 apareceu o primeiro registro de informação sobre vaquejada. O escritor José de Alencar escreveu a respeito da "puxada de rabo de boi" no Ceará, mas não como sendo algo novo, ele deixou claro que a prática já ocorria anteriormente. E se existia no Ceará, era indiscutível que pudesse existir em estados vizinhos como, Rio Grande do Norte, Paraíba e Piauí, já que eram regiões tão semelhantes nos hábitos, atividade econômica e social, e ambiente físico. Foi isso que levantou a suspeita dos pesquisadores. Eles descobriram pela tradição falada que muito antes de 1870 já se praticava vaquejada no Seridó Potiguar. Uma indicação para isso era a existência dos currais de apartação de bois, que deram origem ao nome da cidade de Currais Novos, também no Rio Grande do Norte. Esses currais foram feitos em 1760. E era entre 1760 e 1790 que acontecia em Currais Novos a apartação e feira de gado. Foram dessas apartações que surgiram as vaquejadas. O pátio de apartação de São Bento, no município de Currais Novos foi construído em 1830.
No Nordeste, desde a colonização, o gado sempre foi criado solto. A coragem e a habilidade dos vaqueiros eram indispensáveis para que se mantivesse o gado junto. O vaqueiro veio tangendo os bois, abrindo estradas e desbravando regiões. Foram eles os grandes desbravadores do sertão nordestino, e muito especialmente do sertão do Seridó, região cheia de contos e lendas de bois e de vaqueiros.

Anos 40

Sem registros precisos de datas, sabe-se apenas que em meados de 1940 os vaqueiros de várias partes do nordeste começaram a tornar público suas habilidades, na Corrida do Mourão, que começou a ser uma prática popular na região nordeste.[1]
Os coronéis e senhores de engenho passaram a organizar torneios de vaquejadas, onde os participantes eram os vaqueiros, e os patrões faziam apostas entre si, mas ainda não existiam premiações para os campeões. Os coronéis davam apenas um "agrado" para os vaqueiros que venciam. A festa se tornou um bom passatempo para os patrões, suas mulheres e seus filhos.
Após alguns anos, pequenos fazendeiros de várias partes do nordeste começaram a promover um novo tipo de vaquejada, onde os vaqueiros tinham que pagar uma quantia em dinheiro, para ter direito a participar da disputa. O dinheiro era usado para a organização do evento e para premiar os vencedores.
As montarias, que eram formadas basicamente por cavalos nativos daquela região, foram sendo substituídas por animais de melhor linhagem. O chão de terra batida e cascalho, ao qual os peões estavam acostumados a enfrentar, deu lugar a uma superfície de areia, com limites definidos e regulamento. Cada dupla tinha direito a correr três bois. O primeiro boi valia 8 (oito) pontos, o segundo valia 9 (nove) e o terceiro boi correspondia a 10 (dez) pontos. Esses pontos eram somados e no final da vaquejada era feita a contagem de pontos, a dupla que somasse mais pontos era campeã, e recebia um valor em dinheiro. Esse tipo de vaquejada foi e ainda é chamada de "bolão".
Com o tempo, a vaquejada se popularizou de tal forma que existem clubes e associações de vaqueiros em todos os Estados do Nordeste, calendários de eventos e patrocinadores de peso, envolvendo um espírito de competição que agrada a muitos.

Evolução da vaquejada


De 1880 a 1910: A prática era com a lida do boi, a apresentação nos sítios e fazendas. Não existia formalmente o termo Vaquejada. O Brasil vivia um momento de transição da Monarquia para a República. As músicas de Chiquinha Gonzaga estouravam nas paradas de sucesso.
De 1920 a 1950: A idéia da festa da vaquejada começava a existir com as brincadeiras de argolas e corridas de pé-de-mourão. Nesse período, o temido Lampião costumava participar das festinhas com argolas, em fazendas de amigos. Na época destacavam-se, na música, Noel Rosa, Ari Barroso, e surgia um garoto chamado Luiz Gonzaga no Brasil republicano, onde brilhou a estrela de Getúlio Vargas.
De 1960 aos anos 70: Começam a ser disputadas as primeiras vaquejadas na faixa dos seis metros. Ainda eram eventos de pequeno porte, em sua maioria festinhas de amigos, com participação mínima de vaqueiros. O Brasil vivia a época da ditadura. O forró de Luiz Gonzaga, Trio Nordestino, Marinês e outros animavam as festas.
De 1980 aos anos 90: Mudanças nas regras da vaquejada. A faixa dos seis metros, que exigia força do vaqueiro, passou a ser de dez metros, cuja principal característica é a técnica. Começam a ser distribuídos prêmios para os competidores, mas o público ainda era pequeno. Época em que o País inteiro foi às ruas gritar pelas eleições diretas que foram consolidadas em 1988.
Anos 90 até a atualidade: A vaquejada é encarada como um grande negócio. Os organizadores começam a cobrar ingressos e o público entende a proposta. O vaqueiro é reconhecido como um atleta da pista. Nasce um novo forró com o surgimento de bandas como "Mastruz com Leite". Resultado: parques lotados e, a cada ano, surgem mais pessoas interessadas pela atividade.

Regras

As disputas são entre várias duplas, que montados em seus cavalos perseguem pela pista e tentam derrubar o boi na faixa apropriada para a queda, com dez metros de largura, desenhada na areia da pista com cal. Cada vaqueiro tem uma função: um é o batedor de esteira, o outro é o puxador.
O Batedor de Esteira
É o encarregado de "tanger" o boi para perto do derrubador no momento da disparada dos animais e pegar o rabo do boi e imediatamente passar para o colega.
O Puxador
É o encarregado de puxar o rabo do boi e de derrubá-lo dentro da faixa apropriada.
O Juiz
O juiz serve como árbitro na disputa entre as duplas e deve ficar ao alto da faixa onde o boi será derrubado. Ao cair na pista, dependendo do local, pontos são somados ou não a dupla.
Se o boi for derrubao dentro da faixa apropriada para esse fim, com as quatro patas para o ar, ele grita para o público: "Valeu Boi", então, soma-se pontos a dupla, se isso não acontecer, ele fala: "Zero Boi", a dupla não consegue somar pontos.

Regulamentação

O Peão de vaquejada hoje é regulamentado pela Lei nº 10.220, de 11 de abril de 2001, que considera "atleta profissional o peão de rodeio … Entendem-se como provas de rodeios as montarias em bovinos e eqüinos, as vaquejadas e provas de laço, promovidas por entidades públicas ou privadas, além de outras atividades profissionais da modalidade organizadas pelos atletas e entidades dessa prática esportiva".
Empresários de todo o País vêem o evento como um grande e próspero negócio. As vaquejadas são consideradas "Grandes Eventos Populares" deixando de ser uma simples manifestação Cultural Nordestina, e atraindo um excelente público onde quer que aconteçam.

TRE/RN fará plantão para receber pedidos de registro de candidaturas

Nos dias 3 e 4 de julho, os setores de Protocolo, Secretaria Judiciária, Suporte e Sistemas Eleitorais da sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN) estarão de plantão, das 8h às 13h, para receber os pedidos de registro de candidatos escolhidos por partidos e coligações. “É muito importante que os partidos não deixem para a última hora”, chama a atenção o presidente do Tribunal, desembargador Expedito Ferreira de Souza.

O prazo final para o registro de candidaturas encerra-se na segunda-feira, 05 de julho, às 19 horas.

Álvaro Dias não será mais vice de José Serra

Após a crise desencadeada com o aliado DEM, o PSDB decidiu que o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) não será mais o vice na chapa encabeçada pelo tucano José Serra à Presidência. A decisão foi tomada nesta madrugada depois que o senador Osmar Dias (PDT-PR), irmão de Álvaro Dias, informou ao deputado Abelardo Lupino (DEM-PR) que iria se candidatar ao governo do Paraná. Com isso, os tucanos perderam seu principal argumento para a escolha de Dias.Diante da reviravolta, o DEM decidiu adiar o início da convenção nacional do partido, marcado para 8h desta quarta-feira, em Brasília.Nesta madrugada, o presidente do DEM, Rodrigo Maia, e Serra ficaram reunidos em São Paulo até as 5h. Durante as negociações, foi sugerido que os tucanos escolham um vice dentro do próprio DEM. Entre os nomes cogitados, estão o da ex-vice-governadora do Pará Valéria Pires, o do deputado federal José Carlos Aleluia (BA), que se lançou na terça-feira candidato ao Senado, e o do deputado federal e ex-ministro do Esporte e Turismo do governo Fernando Henrique, Carlos Melles (MG).A crise entre os dois partidos começou quando o PSDB avisou ao PTB que escolhera Dias antes de comunicar ao DEM. O presidente do PTB, deputado cassado Roberto Jefferson, anunciou o nome no Twitter, irritando os democratas

Ciro Gomes admite dificuldade do PSB na eleição do RN

Para justificar a candidatura a Presidente da República, o deputado federal Ciro Gomes apresenta como um dos argumentos a boa avaliação de administrações estaduais feitas pelo PSB.
Na lista do parlamentar ele inclui o Rio Grande do Norte, administrado pela peessebista Wilma de Faria.
No entanto, ele também admite que é no Estado potiguar onde está uma das dificuldades do PSB para continuar na administração.
O partido de Ciro Gomes terá como candidato ao Governo o vice-governador Iberê Ferreira.
O assunto foi matéria no jornal Valor Econômico. Veja a reportagem na íntegra:
Ciro garante que continua candidato e que só PSB pode tirá-lo da disputa
Raquel Ulhôa, de Brasília
Durante viagem à Europa, durante o recesso parlamentar, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) foi informado pela assessoria de que estava sendo procurado pelo ex-ministro José Dirceu, que tem negociado alianças estaduais pelo PT. “Mandei dizer que estava muito ocupado, de férias”, relata Ciro, que não quer conversa com Dirceu. Diz discordar dos “cálculos políticos” e da articulação feita pelo ex-ministro. “Essa coisa é golpista”, criticou.
A declaração do deputado reflete irritação e impaciência com as pressões do PT para que desista de concorrer à Presidência da República e dispute o governo de São Paulo. Ciro pretende manter sua candidatura à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva até “onde puder, ou seja, outubro”. Diz que apenas o PSB pode tirá-lo da disputa. E, se isso acontecer, prefere ficar fora das eleições de 2010. “Saio da vida pública. Paro um pouco. Para mim, a política não é meio de vida”, declara.
A favor de sua candidatura a presidente, Ciro diz que seu partido está eleitoralmente mais forte que o PT no país. Cita, como prova, o fato de o PT estar buscando no PSB um candidato ao governo de São Paulo. Diz ainda que o PSB tem três governadores bem avaliados (Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte), o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, candidatos competitivos e alianças eleitorais na maioria dos Estados. Só enfrenta dificuldade em Sergipe e no Rio Grande do Norte.
“Nunca tive tanta força quanto agora para disputar a Presidência”, afirma Ciro, que concorreu ao cargo em 1998 e 2002. Afirma ter base política no país inteiro. Contabiliza a seu favor sua amizade com o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB).
Para o deputado, Lula “está errado” ao tentar aglutinar todos os partidos aliados em torno de Dilma. “PSDB e PT querem que eu retire minha candidatura a presidente. A única pessoa que está certa em querer retirar minha candidatura é o José Serra (governador de São Paulo, pré-candidato tucano à Presidência). Significa que o Lula está errado. O santo Lula, nesse assunto, está errado”, afirma Ciro.
O deputado defende sua candidatura a presidente como “opção” ao eleitor, que “não será obrigado a votar por negação” – o que aconteceria numa eleição plebiscitária entre Dilma e Serra. Por suas “circunstâncias políticas”, como antigo aliado de Lula hoje fora do governo, Ciro acha que é o único em condições de manter os avanços da gestão do petista e fazer “a justa transição com a necessária e indispensável dose de renovação”. Voltou a atacar a “moral frouxa” da coalizão PT-PMDB, que, na sua opinião, está deixando um “roçado de escândalos semeado”.
O deputado admite que sua candidatura a presidente está numa “fase solitária”, sem apoio de outros partidos. Diz que irá em busca de aliados. “Vou trabalhar. Só penso naquilo 24 horas por dia”, diz. A tese de Ciro e da direção do PSB é que a participação de dois candidatos governistas evita uma vitória de Serra no primeiro turno.
Ciro nega que o PSB esteja abandonando o projeto da candidatura própria. Segundo ele, até agora todos os passos foram combinados. Nega que Lula mande recados para que desista. “Não converso com Lula pelos jornais. Não recebo recado. Converso claramente. Digo que ele está errado”, diz. E continua: “Não trato Lula como mito, trato como líder político”.
Em conversa com o presidente, foi fixado prazo até março para a decisão sobre a candidatura a presidente ser tomada. A pedido de Lula, o deputado transferiu o domicílio eleitoral para São Paulo, para abrir a possibilidade da disputa ao governo estadual – opção que descarta.
O deputado minimiza as pesquisas de intenção de voto, que apontam sua queda e crescimento de Dilma. Avalia ter um percentual mínimo de votos entre 12 e 13% de votos no país e Dilma, como candidata de Lula, um piso de 25%. A partir daí, o desempenho depende dos “atributos” exibidos na campanha.
Ciro não deixa claro o que tem contra José Dirceu. Mas lembra que, quando presidente do PT, o ex-ministro abriu inquérito no partido para apurar relações de Lula com o compadre Roberto Teixeira. “Era um trabalho para liquidar Lula”, diz.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Resultado da Vaquejada de Várzea-RN

12ª Parque Reginaldo Fereira
25,26 e 27 de Junho de 2010
Várzea-RN

Categoria Profissional


1° Lugar Julio Cesar e Marquinho Lourenco
Parque Francisco Cassiano - São José de Campestre-RN
2° Lugar Ze Neto e Tony
Parque Reginaldo Fereira - Várzea-RN
3° Lugar Adailton Paiva e Marquinhos de Várzea
Parque Senador Paulo Guerra - Carpina-PE
4° Lugar Ze Borges e Marquinho Lourenco
Haras Balanço - São José de Campestre-RN
5° Lugar Gulinho e Marquinhos de Várzea
Parque Arapuá - Santo Antonio-RN
6° Lugar Eduardo Jr. e Beto

7° Lugar Ramos Neto e Alan
Haras Dois Irmãos-PB - Tacima-PB
8° Lugar Eduardo Jr. e Beto

9° Lugar Carlos Rodrigues e Ze Borges
Parque Theodorico Bezerra - Tangara-RN
10° Lugar Carlos Rodrigues e Ze Borges
Parque Theodorico Bezerra - Tangara-RN
11° Lugar Ze Borges e Marquinho Lourenco
Haras Balanço - São José de Campestre-RN
12° Lugar Dí Cabeção e Rogerio
Parque Joao Barros - Nizia Floresta-RN
13° Lugar Dudú e Dinho Pegado
Parque Raniery Alysson Park Center - Nova Cruz-RN
14° Lugar Heronildes e Edmilson
Parque Nsª.Senhora Aparecida-RN - Nova Cruz-Sitio Primeira Lagoa-RN
15° Lugar Railson Nunes e Francis
Parque Santana Park Center-RN - Brejinho-RN
16° Lugar Fabinho e Josivan
Parque Triunfo - Goianinha-RN
17° Lugar Alisson e Tulio
Parque Triunfo - Goianinha-RN
18° Lugar Manoel Rosas e Chico
Representação São José de Mipibú - São José de Mipibú-RN
19° Lugar Neguinho e Railson Nunes
Parque Triunfo - Goianinha-RN
20° Lugar Manoel Rosas e Chico
Representação São José de Mipibú - São José de Mipibú-RN

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Escolha foi consenso entre aliados

Nos últimos dias a pergunta era uma só nos bastidores políticos: quem seria o candidato a vice-governador que iria compor chapa com o governador Iberê Ferreira de Souza? Poucos minutos antes da convenção, o ex-secretário Estadual de Planejamento, Vagner Araújo (PSB) foi confirmado como o candidato a vice-governador.



Vagner disse que aceitou o convite para compor a chapa ao lado de Iberê com muita honra por acreditar que a chapa será vitoriosa nas eleições de outubro. "Hoje é a nossa arrancada para o início de uma campanha eleitoral em que temos tudo para sairmos vitoriosos", disse.

O ex-secretário disse à reportagem que a intenção dos dirigentes do PSB era que o deputado João Maia (PR) fosse escolhido o vice. Entretanto, como a consulta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi adiada para esta semana ficou inviável a espera. "O fato é que os partidos que compõem a base aliada foram ouvidos e entraram em um consenso em relação ao meu nome", garante.

Vagner disse que a opinião do deputado federal João Maia, mais cotado para assumir a vaga de vice na chapa, foi muito importante para que o ex-secretário aceitasse oficializar a chapa com Iberê. "O ideal era que o vice fosse mesmo de outro partido, mas já estávamos estudando a possibilidade de o candidato a vice sair mesmo do PSB caso a consulta do TSE demorasse mesmo a sair. A opinião e o respaldo do deputado João Maia em relação ao meu nome foi muito importante para mim", garantiu o ex-secretário. Vagner disse se sentir preparado para ajudar o governador Iberê em sua trajetória caso seja reeleito. "Me sinto preparado porque já fui prefeito e secretário de estado", disse.

Vágner Araújo é o vice de Iberê

Cerca de nove mil pessoas compareceram ao ginásio Machadinho para participar da convenção do PSB que oficializou a candidatura do governador Iberê Ferreira de Souza a reeleição. Iberê chegou ao encontro estadual do PSB acompanhado da ex-governadora Wilma de Faria e do candidato a vice-governador, ex-secretário estadual de Planejamento Vagner Araújo, que teve o nome anunciado no final da manhã de ontem.


A deputada estadual Márcia Maia foi uma das primeiras a subir no palanque armado no ginásio e discursar. A deputada aproveitou o momento para "alertar" aos adversários que Iberê vai lutar para se reeleger. "Não subestimem a força desse baixinho", destacou a deputada.

O deputado federal Henrique Alves (PMDB) utilizou-se do espaço para esclarecer aos presentes, especialmente aos peemedebistas o porquê de estar separado do primo Garibaldi na campanha majoritária para o governo do estado. "Esse é um dos atos mais difíceis de minha vida pública. Fiz 20 campanhas ao lado de Garibaldi. Não sei, Iberê, se vou sabe fazer campanha sem Garibaldi, mas por um dever de consciência tinha que apoiar você para o governo do estado", declarou Henrique.

O deputado federal João Maia (PR) - que está coligado na proporcional com o PMDB e PV - destacou a história política do governador Iberê Ferreira. "Iberê tem história no executivo e no legislativo. É um homem preparado. O governador incentivou o pequeno agricultor e a geração de emprego e renda. O Rio Grande do Norte não pode ter um governo diferente do governo federal", comentou, ressaltando o apoio à candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff (PT).

O apoio ao projeto político do PT também foi lembrado pela deputada federal Fátima Bezerra em seu discurso. "Não podemos dissociar o Rio Grande do Norte do projeto nacional porque o que está em jogo é o futuro do RN e do Brasil", destacou Fátima.

A ex-governadora Wilma de Faria garantiu estar firme para iniciar a caminhada rumo ao Senado, não pelas mordomias, mas para ser a senadora guerreira e ajudar Iberê a conquistar seu segundo mandato. "Vou lutar para defender os municípios nas reformas política e tributária. Acredito que a vitória não será apenas minha, mas do povo do RN", afirmou.

Ao discursar o governador Iberê agradeceu as orações que recebeu durante o tratamento a que foi submetido em São Paulo contra um câncer no pulmão. Em seguida falou dos projetos desenvolvidos em parceria com o governo federal no interior do Estado. "Incentivamos o pequeno produtor, a agricultura familiar e o governo federal aumentou o salário mínimo em 400%. Agora estão querendo dizer a vocês para que sejam a favor da mudança, mas tenham cuidado para não confundirem mudança com retrocesso", alfinetou Iberê.